Bispos pedem abertura de corredores para ajudar venezuelanos

Bispos pedem abertura de corredores para ajudar venezuelanos

(Foto: GaudiumPress)

Em uma carta aberta escrita pela Conferência Episcopal Colômbia e destinada aos Bispos e ao povo venezuelano, os prelados colombianos expressa a proximidade e solidariedade à comunidade e à Igreja do país vizinho.

"É necessária a abertura de corredores humanitários que permitam levar ajuda concreta às necessidades dos nossos irmãos", afirmam os Bispos colombianos.

Como é sabido, o governo de Nicolás Maduro proibiu a entrada na Venezuela de qualquer tipo de ajuda humanitaria vinda do exterior tendo, inclusive, promovido o bloqueio de pontes na fronteira com a Colômbia para impedir a entrada no país de alimentos, bens de toda a espécie, inclusive remédios. 

A carta que foi assinada pelo presidente da Conferência Episcopal, Dom Óscar Urbina Ortega, pelo vice-presidente, Dom Ricardo Tobón Restrepo e pelo secretário-geral, Dom Elkin Fernando Álvarez Botero os Bispos afirmam:

"Seguimos com muita preocupação as diferentes situações pelas quais está passando a nossa querida nação irmã, a Venezuela. 

Sofremos profundamente com a crise humanitária e com as inúmeras dificuldades enfrentadas para conseguir até mesmo o que é básico e necessário para a sobrevivência, como os alimentos, os remédios e os serviços públicos".

Incerteza, repressão, injustiça

A missiva-manifesto dos Bispos colombianos cita como elementos de grande preocupação "a incerteza, a repressão, a violação dos direitos humanos e as injustiças que sofrem muitos irmãos", sobretudo aqueles que são mais frágeis.

Os prelados afirmam ainda que rezam sem cessar "para que se chegue a uma solução justa e pacífica, que permita sair da crise".

Eles recordam também a ajuda e a solidariedade que a Igreja colombiana tem dado ao povo venezuelano e prossegue:

"Continuaremos a ajudar dentro das nossas possibilidades e também a promover a cooperação de outras pessoas e instituições".

A Crise na Venezuela

Em conferência de imprensa, no voo entre Abu Dhabi e Roma, o Papa Francisco afirmou que o Vaticano está disponível para mediar a crise política na Venezuela, desde que as duas partes o solicitem.

Em finais de outubro de 2016, o Governo e a oposição na Venezuela encontraram-se para conversações mediadas pela Igreja Católica, com o empenho particular do Papa Francisco, que enviou como seu representante o arcebispo italiano D. Claudio Celli.

Ainda no início desta semana, 4 de fevereiro, Portugal reconheceu a legitimidade de Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, juntando-se a vários outros governos da Europa, numa posição contestada por Nicolás Maduro. 

(GaudiumPress)

Expresso CE - Interna Inner