Opinião: Viva a Insatisfação do Povo

A interjeição viva, fabricada a portas fechadas pelos Marqueteiros de campanha do atual prefeito de Aracati, tem deixado um gosto de insatisfação muito grande aos cidadãos aracatienses, principalmente, aqueles mais humildes, que precisam do aparato do “Estado”, para reverter às desigualdades sociais sofridas pelos mesmos num sistema capitalista que exclui no mundo mais de 2,14 milhões de pessoas (segundo dados da ONU), bem como por quem a muito costuma “pintar o sete”, sem o mínimo de respeito pelos mais pobres, até mesmo por questões de berço e que após, quando na oportunidade de mostrar o contrário, comprova sua convicção política, com a negação dos Direitos Sociais dos mais humildes, característica irrefutável de sofistas que tentam enganar a população aracatiense com retórica, pelo menos é o que resta claro pelas atitudes tomadas durante os primeiros 12 meses de insatisfação, ou melhor, Gestão. 

A administração praticada em Aracati no ano de 2017 contraria todas as doutrinas modernas de Gestão Pública existente no Brasil, com erros crassos que vão desde o mau planejamento, passando pela super concentração de Poder nas mãos do Prefeito, ou melhor, de seu Secretário da Casa Civil, aumentando os efeitos burocráticos que impedem a máquina de funcionar a contento. 

O desprezo pelos Servidores e funcionários Públicos, é marca registrada do atual Governo, desrespeita a olhos vistos a todos e todas, fazem do que deveria ser legal, como por exemplo: a Seleção Pública, num verdadeiro descalabro de ilegalidade, ferindo de morte os princípios constitucionais consagrados pelo caput do art. 37 da Carta Política de 88, dentre eles: a impessoalidade, publicidade, eficiência e sobretudo a moralidade, ou seja, o Processo Seletivo estava completamente maculado. 

 

Quando pensávamos que já haviam ocorrido todas as truculências possíveis num único ano de “Governo”, somos surpreendidos no apagar das luzes de 2017, com o decreto 120/2017, que encerra o ano com várias demissões, aproximadamente 1200 (mil de duzentos) servidores, com um agravante, tais servidores haviam passado na malfadada Seleção alhures referida, que ainda vigia. 

Cabe ressaltar com veemência, que o chefe do executivo municipal de Aracati, não respeita a segurança jurídica, descumpre os contratos de trabalhos em plena vigência, sem nenhuma justificativa plausível, utilizando-se abusivamente de decretos, atos comuns em tempos sombrios, não tão distantes de nós, e que infelizmente ainda são seguidos por alguns “gestores” na atualidade. 

É cada vez mais comum, encontrarmos na cidade de Aracati, pessoas insatisfeitas com o governo e com o grito retórico de viva que, ao nosso olhar, mais divide a cidade entre os chamados por grupos governistas de Eros (os do bem, os querem o bem do Aracati) que segundo tais pessoas, são eles próprios, ou seja, a casta governamental e aqueles chamados por tais curriolas de Thanatos (os do mal, que não querem ver o progresso da Cidade), esses são aqueles que sofrem e tem coragem de falar do fechamento do HMED para urgência de emergência, falar sobre a falta de medicamentos e das UBS no interior, falam da falta de transportes para alunos e falam do não cumprimento dos 200 dias letivos, ou seja, todos aqueles que sofrem e não se calam com a má gestão dos últimos 12 meses e dito pelos governistas como verdadeiros Thanatos. Assim, na mitologia desta administração, fica claro que todo o povo insatisfeito com a gestão desastrosa quer o mal da Cidade e apenas a casta governamental o bem. 

Por fim, em tempos de retornos a regimes autocráticos, autoritários, cada vez mais maquiados por marketing eleitoral, que transformam Lobos em verdadeiros Cordeiros, segundo o que lecionou Esopo, na velha fábula O Lobo e o Cordeiro, o povo insatisfeito de Aracati, neste primeiro ano de má administração, inicia sua independência dando VIVA A INSATISFAÇÃO DO POVO.

Fred Simões 

Secretário de Formação Política do Partido dos Trabalhadores de Aracati