Almont não vê omissão de Roberto Cláudio na Monsenhor Tabosa

Com a repercussão da opinião do jornalista Carlos Alberto Alencar, no Jornal Alerta Geral, que definiu "a avenida Monsenhor Tabosa como um cemitério de lojas fechadas e centenas de empregos sepultados", a presidente da Associação dos Lojistas da Monsenhor Tabosa, Márcia Oliveira discorda que o corredor comercial seja como foi dito pelo radialista. 

"Dizer que 80% da avenida está fechada é uma forma muito irresponsável porque se ele tivesse passado caminhando e contando ele ia ver que não temos 80% das lojas fechadas", rebate Márcia.

Segundo Márcia, a avenida conta com cerca de 260 lojas e com mais de 160 estabelecimentos em funcionamento. "São três novas lojas por mês em média, a gente está tendo uma procura muito grande", explica.

A presidente da Almont destaca que a avenida vai receber dois novos estabelecimentos que mostram o potencial da Monsenhor Tabosa. "Vamos receber uma grande agência da Caixa Econômica Federal, em setembro, e o Supermercado Pinheiro, em agosto", diz. Márcia ressalta que a procura por aluguel no entorno desses dois novos pontos aumentou significativamente.

No entanto, Márcia admite que há uma fragilidade na região no início da avenida. "Uma área que está desocupada, que nunca funcionou muito bem e que piorou com a crise, e as pessoas não se interessam em alugar porque tem que reformar os pontos", justifica.

A representante dos lojistas lembra que a problemática do comércio não é exclusividade da Monsenhor Tabosa. "Vários lojistas aqui têm comércio em outros locais e a gente sabe que toda a Fortaleza está com problema de comércio, todos os comerciantes estão com problemas", diz.

Márcia adianta ainda que nas proximidades da avenida há uma situação de comércio irregular, em que os comerciantes não pagam impostos, o que favorece uma concorrência desleal. "A avenida é do lado das feiras e a Monsenhor Tabosa vem sofrendo ainda mais", explica.

Para a presidente da Almont, o prefeito não pode ser responsabilizado pela situação. Márcia defende que a gestão do prefeito Roberto Cláudio sancionou uma lei que transformou a avenida oficialmente em corredor turístico. "Foi altamente positiva essa lei porque a gente aparece em todas as divulgações da Secretaria de Turismo", ressalta.

A lojista lamenta também o fato de muitos críticos ao prefeito Roberto Cláudio utilizarem a avenida para atacar a gestão. "Tem o problema da política, saem matérias críticas, os repórteres não nos procuram, querem atacar o prefeito e a gente sofre muito com isso", diz. 

"A gente espera que a Monsenhor Tabosa não seja pivô de brigas políticas porque estão chegando as eleições, e a gente não precisa disso", lamenta.

Márcia antecipa que os lojistas estão otimistas com o planejamento para o período de férias, que se aproxima. "Tem o bazar que acontece no meio das férias, e é um evento que traz muito fluxo para a avenida, uma movimentação de vinte mil pessoas. A gente vai trazer um festival de gastronomia também", revela.

Para a comerciante, os lojistas precisam, sim, de apoio da gestão municipal, como a questão da ampliação do horário de Zona Azul ou a revitalização que precisa ser feita para melhorar o fluxo de pedestres.

Márcia lembra que na avenida há muitas marcas consolidadas. "Se tem mais de 160 lojas abertas é porque as pessoas estão vendendo, não está como deveria ser. A gente vive nesse bolo que a crise nos colocou", destaca.

"A avenida gera uma média de quatro empregos diretos, no mínimo, por estabelecimento. Ela faz parte da economia e faz parte do turismo da cidade", conclui Márcia.

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