Fortaleza tem a cesta básica mais cara do Nordeste

Apesar de ter tido resultado de deflação (-4,49%) em maio, Fortaleza permanece com a cesta básica mais cara do Nordeste (R$ 404,50), sendo 7,4% maior que o valor da cesta regional (R$ 376,66). Além disso, supera em 15,1% a cesta mais barata da Região, que é a de Salvador (R$ 351,31).

Os resultados foram divulgados nesta sexta-feira, 9, pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene) do Banco do Nordeste (BNB), com dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Considerando o acumulado de 2017, os maiores incrementos da cesta básica no Nordeste ocorreram em Maceió (+8,6%), Natal (+8,5%), Fortaleza (+7,8%) e João Pessoa (+4,7%). Os menores incrementos foram verificados em São Luís (+1,3%), Aracaju (+1,9%), Salvador (+2,4%) e Teresina (+2,7%).

Já no comportamento da cesta regional em 12 meses, as maiores variações ocorreram em Fortaleza (+17,8%), Aracaju (+16,9%), João Pessoa (+14,9%) e Natal (+14,8%). Recife (+10,6%) e Salvador (+11,3%) apresentaram os menores índices.

Para maio, nas capitais nordestinas, os principais alimentos da cesta básica que apresentaram as maiores variações de preços foram o feijão (+12,9%), em Salvador, e o tomate (+8,7%) e a banana (+5,4%), ambos em Recife. Por

outro lado, observou-se redução do valor do tomate (-30,7%), em Salvador, e do feijão (-10,5%), em Fortaleza.

As maiores variações em 2017 ocorreram no preço da manteiga (+58,4%), em Aracaju; banana (+27,2%), em Fortaleza; e açúcar (+21,6%), em Recife. As maiores retrações no ano foram verificadas no preço do tomate (-23,7%) e no

feijão (-11,0%), ambos em São Luis, além da carne (-5,2%) em Aracaju.

Enquanto a cesta no Nordeste aumentou 14,4% em 12 meses, o grupo alimentos e bebidas da inflação regional (IPCA Nordeste) cresceu apenas 3,7% no mesmo período.

Brasil

No Brasil, as capitais que registraram os maiores incrementos da cesta básica em maio foram Recife (+2,9%), São Paulo (+2,8%), Aracaju (+2,0%), Belém (+1,2%) e Goiânia (+1,0%). No Nordeste, as maiores elevações, em maio, ocorreram em Recife (+2,9%), Aracaju (+2,0%), Maceió (+0,8%) e João Pessoa (+0,3%). A cesta de Teresina ficou estável (0,0%), enquanto as de São Luís (-0,2%), Natal (-1,0%), Salvador (-4,2%) e Fortaleza (-4,4%) declinaram.

O custo do conjunto de alimentos essenciais permaneceu praticamente estável no Brasil (0,0%) em maio, bem como no corrente ano. Em 12 meses, contudo, a cesta básica aumentou 11,5%, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

A cesta básica aumentou em duas regiões do País em maio de 2017, tendo o maior incremento ocorrido no Sudeste (+0,9%), seguido do Norte (+0,2%). Nas demais regiões ocorreram declínios: no Sul (-0,6%), no Centro-Oeste (-0,8%)

e no Nordeste (-1,5%).

A cesta no Nordeste já acumula incremento de 4,5% em 2017, superando as variações das demais regiões. Além do Nordeste, apenas o Sul (1,9%) tem registrado aumento na cesta básica no acumulado de 2017. Sudeste (-1,2%), CentroOeste (-2,2%) e Norte (-2,3%) têm apresentado declínio no custo da cesta básica em 2017.

Em doze meses, a variação da cesta básica do Nordeste (+14,4%) não é ultrapassada por nenhuma outra região: Centro-Oeste (+11,9%), Sul (+10,9%), Sudeste (+10,7%) e Norte (+9,0%).

Em valores monetários, a cesta mais cara permanece sendo a do Sudeste (R$ 451,92), seguida do Sul (R$ 430,81), a do Brasil (R$ 417,83) e a do Centro-Oeste (R$ 409,15). A cesta do Norte (R$ 380,75), voltou a ultrapassar a do Nordeste (R$ 376,66).

Os alimentos que contribuíram para pressionar o valor da esta básica do Nordeste em maio foram a manteiga (+3,0%), feijão (+1,0%) e o pão (+0,8%). Por outro lado, os preços dos alimentos a seguir especificados registraram declínio em

maio no Nordeste: açúcar, café e óleo (-12,0%), tomate (-9,1%) e arroz, farinha e batata (-4,2%).

(Redação O Povo Online)