Morre a presidente do jornal O Estado Wanda Palhano aos 84 anos

Vítima de parada cardíaca, morreu, nesta quarta-feira, a jornalista Wanda Palhano (84), presidente do Jornal O Estado. Wanda Palhano foi a primeira mulher cearense a ocupar o cargo de procuradora Geral do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs); foi procuradora federal e a primeira conselheira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-CE). O velório será na Funerária Ethernus Complexo Velatório, a partir das 17h, localizado na Rua Padre Valdevino, 1688 – Aldeota.

História

A narrativa social do O Estado começa em 24 de setembro de 1936, com a sua criação. Com mais de 21 mil edições o jornal é conhecido por sua credibilidade e tradição. E na grande maioria das vezes o simples ato de folhear estas páginas de notícias esconde a verdadeira VIDA presente neste papel: desafios, perdas e conquistas contidas nas mais de 500 mil folhas já publicadas, aproximadamente.

Por ser uma empresa familiar a história do Jornal às vezes se confunde com a biografia da vida de alguns dos principais personagens. Ninguém melhor para falar sobre essa tal intimidade do que a atual presidente, Wanda Palhano. Após a morte do seu marido, Venelouis Xavier Pereira, em 1996, resolveu enfrentar as dificuldades e tocar o jornal.

“O Jornal tem sempre sido remodelado e novas funções foram, com o tempo, distribuídas entre os irmãos. “Eu trago como característica da presidência, o meu tom conciliador e nossa capacidade de fazer parcerias”, completa Wanda Palhano.

Livro “Espelho”

Wanda Palhano lançou em 2013 o livro “Espelho”, que reúne poesias, crônicas e artigos de sua autoria. A autora revelou que “sempre escrevia e nunca tinha lançado um livro, apesar da vontade de fazer isso. É uma maravilha dividir com vocês aqui esse momento tão importante”. Solange Palhano afirmou que sentia que “era meu dever fazer uma coletânea com alguns dos textos escritos por minha mãe”. Na apresentação do livro, ela revela a dificuldade de “contar as histórias de minha mãe e falar sobre elas. Primeiro porque tenho verdadeira adoração por ela e segundo porque são milhares de histórias a serem contadas.”

(O Estado)