Camilo cita desafios na economia, crise hídrica e reforma na previdência em evento de prefeitos

A crise econômica pela qual o País atravessa e a escassez hídrica no Ceará foram destacadas pelo governador Camilo Santana, ao abrir, na segunda-feira (5), o Seminário Prefeitos Ceará 2017. O tema central desta quinta edição do evento é “Gestão Eficiente”, que balizou a palestra do chefe do executivo estadual, chamando a atenção para que há saídas na própria política, por meio do diálogo e na receptividade de cada gestor em tomar ações que impliquem na melhoria da qualidade de vida para as pessoas.

O seminário, que acontece até terça-feira (6), no Centro de Eventos do Ceará, reuniu cerca de 600 participantes, entre prefeitos, secretários municipais e técnicos. Afora o governador, o evento contou na abertura com as presenças do diretor institucional do Grupo Edson Queiroz, Igor Queiroz e do presidente da Aprece, Gadyel Gonçalves.

Em discurso voltado para um público de gestores municipais e ampla maioria de simpatizantes na platéia, Camilo Santana chamou a atenção que são diversos os desafios que os novos gestores se defrontam para atingir a meta de uma administração eficiente. Ele lembrou da gravidade da crise econômica, que repercute na política e afeta os estados, os municípios e a  vida das pessoas de modo geral.

Contudo, ele conclamou os gestores para que cada vez mais busquem saídas políticas para a solução dos principais entraves da economia. Segundo o governador, é preciso que haja um intercâmbio entre as cidades com experiências exitosas, além de se dialogar mais com as comunidades para que juntos se busquem saídas.

 Apesar do diagnóstico negativo, Santana lembrou que o Ceará tem vencido esses obstáculos com a redução de gastos, ao mesmo tempo que não deixa de investir em quatro áreas sensíveis, que são educação, saúde, segurança e trabalho. Citou a insegurança como um dos novos desafios e criticou o governo federal por não ter ao longo do últimos governos, uma política de segurança pública, sobrecarregando estados e os municípios.

O governador também criticou o modelo de previdência do Estado, que demanda mais de R$ 1,9 bilhão para cobrir despesas com inativos e pensionistas. "É muito dinheiro que tem que ser pago para um estado com 8 milhões de habitantes. Isso precisa ser revisto", citou pedindo reformas no setor.

Dos 184 municípios cearenses, em 2017, passaram a contar com 70% de gestores de municípios novos. O Ceará é o 12º maior estado do País em número de cidades e o 6º do Nordeste, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

(Com informações do DN)