Kassab fecha apoio a candidatura de Tasso para lugar de Temer

Afunila-se a lista dos pré-candidatos a suceder Michel Temer na Presidência do Brasil. Temer tem dito que não renuncia e tenta prolongar seu julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por mais 90 dias. Inicialmente, a chapa Dilma-Temer seria julgada e condenada por abuso de poder econômico do dia 6 de junho. A eleição do novo presidente ocorreria no Congresso Nacional no dia seguinte,7.

A resistência de Temer esbarra na falta de apoio político: PSDB, DEM e PSD só esperam até o dia 6. Depois se houver um adiamento, o presidente nacional tucano, Tasso Jereissati, revela que a tendência do partido é romper com Temer. Essa ameaça tem tirado o sono presidencial.

Hoje, dois nomes despontam na cotação do Congresso para suceder Temer. O senador Tasso Jereissati, por ser um nome limpo, maduro, e que poderia assumir o compromisso de eleito para essa interinidade até 2018, não concorrer à reeleição. O outro adversário de Tasso que até ontem era forte, despencou: o ex-ministro Nelson Jobim. Suas ligações com o presidente afastado do banco BTG implodiram suas chances de vitória.

Agora, sem Jobim, quem entrou no páreo e virou favorito foi o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia. Já conta com votos de quase todos partidos nanicos e estaria eleito hoje. Contudo, está denunciado em quatro delações na Lava Jato. Eleito, tem o risco de cair logo do cargo, criando uma nova crise institucional no Brasil.

Nesse cenário, a melhor alternativa é do senador Tasso Jereissati. Apesar do governador Geraldo Alckmin, de São Paulo, ter demonstrado ontem em reunião com Tasso e FHC a vontade de suceder Temer, sendo eleito de forma indireta. Alckmin é outro marcado para morrer pela delação da Odebrecht.

(CN7)