No BNB, fica Romildo ou volta Nelson?

Sem definição concreta para o BNB, as articulações continuam nos bastidores e aumentam a tensão sobre quem vai assumir (os últimos) cargos importantes dos órgãos federais. 

O nome de Nelson de Souza parece ganhar musculatura com a aproximação de Ciro Nogueira, do PP, ao governo federal e a necessidade de Bolsonaro ter apoio para aprovação de MP para reestruturação da Esplanada dos Ministérios. A informação é que o super ministro Paulo Guedes tenha gostado do currículo dele. Nelson, que é funcionário de carreira da CEF, já presidiu o BNB no governo de Dilma Rousseff, em 2014.

Já o PSL, que ficou de emplacar um nome para o comando do BNB e não conseguiu, defende a manutenção do nome do atual presidente Romildo Rolim. Para o partido, Rolim alia técnica e não tem escândalos no currículo, já que, sob a gestão de Nelson de Souza, foram realizados empréstimos a empresas que são investigadas pela PF e CGU.   

Oficialmente, o governo diz que a decisão final será de Paulo Guedes. A Casa Civil não nega que possa haver uma indicação política para o comando do banco. "Pode até ter indicados políticos, mas tem que ter indicação técnica", destaca Carlos Manatto, secretário da pasta.

Depois de nomes como Nicola Miccione e Dyogo Oliveira tomarem as manchetes em torno das especulações, os nomes de Romildo Rolim e Nelson de Souza tomam fôlego para a disputa entre os partidos. No entanto, há quem diga que um nome fora do circuito possa aparecer de repente para o mais alto posto do BNB.

Expresso CE - Interna Inner