Vereadores de Crateús silenciam sobre investigação do Ministério Público

Vereadores de Crateús silenciam sobre investigação do Ministério Público

O vereador Deuzimar não quis comentar as investigações do MP

Os vereadores de Crateús, durante a sessão na Câmara Municipal na noite desta quinta-feira (3/10), não se pronunciaram sobre o episódio dos mandados de busca e apreensão em órgãos públicos do município. 

Na manhã de ontem, a Polícia Civil e o Ministério Público do Ceará estiveram na Câmara Municipal de Crateús, na sede da Secretaria Municipal de Educação e na residência de um vereador. As investigações tratam de suspeitas de "rachadinhas", quando um servidor é indicado para ocupar um cargo e devolve para os "padrinhos" parte do salário.

A porta principal da Câmara Municipal precisou ser arrombada pela Polícia para cumprir os mandados de busca e apreensão. 

De acordo com uma fonte ligada à Câmara Municipal, que não quis se identificar, o vereador investigado é Deuzimar da Ponte, que é o líder do prefeito de Crateús, Marcelo Machado. A reportagem de Expresso Ceará buscou ouvir o parlamentar, que preferiu não falar nada sobre as denúncias.

O blog do repórter Tony Sales também noticiou que os mandados foram no gabinete do vereador Deuzimar da Ponte, onde foram apreendidas anotações e agenda.

A reportagem também procurou ouvir outros vereadores, que igualmente não se pronunciaram. O vereador Antonio Luiz Júnior se disse surpreso com as investigações, mas não emitiu opiniões.

Na manhã desta sexta-feira (4/10), Expresso Ceará conversou com o vereador Paulinho Teles, que estava na Casa Legislativa de Crateús, mas disse que não iria comentar o assunto.

Pelo visto, os vereadores não querem comentar as ações, o que pode ser um indicativo de corporativismo, ou seja, ninguém quer jogar pedra no telhado de vidro do outro por temer retaliações parecidas. Apesar de a sociedade de Crateús estar atenta com os mandados que envolvem agentes públicos, o Legislativo se omitiu a comentar o assunto na sessão desta quinta-feira.

Suspeitas nesse sentido precisam ser sanadas, principalmente para não expôr desnecessariamente a gestão municipal, que pode ter sido pega de surpresa. 

A reportagem entrou em contato com a secretária de Educação, Luíza Aurélia, que não atendeu as ligações nem respondeu ao Whatsapp. Os membros do MP e da Polícia também cumpriram mandados na sede da Secretaria de Educação de Crateús.

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