Celibato é indispensável, reafirma Bento XVI

O papa emérito Bento XVI reafirmou a defesa do celibato, em meio às discussões levantadas pelo Sínodo da Amazônia sobre a ordenação de homens casados.

Em um livro escrito com o cardeal Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Joseph Ratzinger afirma que o celibato dos sacerdotes tem um “grande significado” e é “indispensável para que nosso caminho rumo a Deus continue sendo um fundamento de nossa vida”.

“Não posso me calar”, escrevem o papa emérito e Sarah, citando uma frase de Santo Agostinho. O livro será publicado no próximo dia 15 de janeiro, na França, e teve alguns trechos divulgados pelo jornal Le Figaro.

No livro, Ratzinger e Sarah dizem que o “Sínodo da imprensa” prevaleceu sobre o “Sínodo real”.

Segundo o papa emérito, a “impossibilidade de uma ligação matrimonial” nasce da “celebração cotidiana da eucaristia, que implica um serviço permanente a Deus”. “Não é possível realizar simultaneamente as duas vocações, a sacerdotal e a matrimonial”, acrescenta.

Já o cardeal Sarah explica que o celibato é uma “prova”, mas também uma “libertação”. “Não podemos propor sacerdotes de segunda classe”, escreveu, acrescentando que a Igreja não deve “se deixar impressionar pelas modas”.

(IstoÉ)

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